domingo, 16 de novembro de 2008

O BEBÊ ESTÁ ANDANDO. E AGORA?


Com os primeiros passos inicia-se para o bebê um período de grandes mudanças, dado que agora é capaz de entender o mundo que está à sua volta a partir uma perspectiva mais ampla. Andar permite-lhe ver as coisas numa outra dimensão e desenvolver a sua imaginação a partir de planos diferentes. Nesta etapa, andar é um dos sinais de maturidade mais importantes, juntamente com o sono noturno. A partirdeste momento, o bebê pode deslocar-se pelos seus próprios meios e chegar a todas as partes dentro e fora de casa. As mais inofensivas e também as mais perigosas. O bebê movimenta-se por todos os lugares a que tem acesso: não ficarão de fora o quarto, a cozinha, os corredores, as varandas ou qualquer outro lugar escondido da casa. Também atrairão a sua atenção os objetos que encontra no seucaminho, pois em cada criança existe um explorador inato, especialmente se ela se sentir capaz de bisbilhotar sozinha. Movida pela curiosidade de explorar um mundo novo que acaba de descobrir, aquilo que até há alguns dias lhe era impossível, já não o é: as coisas que vê ao longe já não lhe são inacessíveis. Algunspassinhos mais rápidos, e já está!
Limites, sim ou não?
Geralmente, quando o bebê começa a andar, a mãe não para um segundo só para olhar onde está, no que toca, ou o que faz. Sente que tem de se transformar num polvo para poder contê-lo. No entanto, muitas mamães duvidam se devem ou não reprimir este espírito explorador; dito de outra maneira, se devem impor-lhe limites. E aresposta é sim. Porque existe a possibilidade de que a criança se magoe ouponha em sério risco a sua saúde (e inclusivamente a sua vida). Nesta fase, prevenir é o objetivo principal e a função dos limites é proteger o pequeno de lesões e traumatismos sérios. É verdade que é difícil impor limites de forma rápida, mas lembre-se de que o fundamental é prevenir. Se o pequenoestá a mexer em alguma coisa que não deve e ouve um ''Não'' rotundo, depressa perceberá quais ascoisas que pode fazer e quais não pode. As grandes explicações, tipo sermão, não servirão de muito, mas é bom explicar-lhe o porquê, obviamente na medida em que a criança possa compreendê-lo. Se mantiver esta postura, em pouco tempo compreenderá.
Descalço ou com sapatinhos?
Quanto ao calçado, o ideal para esta etapa é que seja confortável; que lhe permita andar pela casa sem o impedir de mover livremente os pezinhos. Para andar dentro de casa esqueça os sapatos rígidos e as botinhas. Os sapatinhos com sola de pele de carneiro ou de ovelha são os mais aconselhados, já que além de prevenir as escorregadelas, permitem uma total liberdade de movimentos e protegem os pés. A maioria das crianças adora andar descalça, e, embora se torne mais confortavel e seguro para o movimento, desta maneira não terão qualquer proteção contra um alfinete, inseto ou lasca de madeira que possam encontrar no chão, nem tão pouco no caso de pisar um brinquedo rígido ou de embater em algum móvel e ferir osdedinhos. Além disso, se o chão estiver frio (mármore, cerâmica, mosaico)também não lhe fará muito bem.
A casa e os seus perigos!
É errado pensar que esta ou aquela parte da casa é perigosa, e as outras são seguras. Embora seja na cozinha onde se encontram os elementos cortantes, toda a casa representa um perigo para o bebê. O pequeno deixa-se levar pela curiosidade, e o risco está presente, tanto no banheiro como na mesinha de apoio na sala. Por isso, é necessário fazeralgumas alterações para adaptar a casa à novacondição que o bebê adquiriu. Mas para além de proteger as antiguidades da avó que estão na sala de jantar, estas modificações tornam-se úteis para proteger o bebê de tudo aquilo que poderia pôr em perigo a sua saúde. Não esqueça que os acidentes do lar representam entre 60 e 70 por cento dos acidentes mais graves – traumatismos cranianos, contusões severas, eletrocussão, acidentes com eletrodomésticos – quando o pequeno tem entre um e seis anos.
Mas, que alterações é necessário realizar?
Tudo o que estiver ao alcance do bebê deve colocar-se mais acima: desde os porta-retratos e cinzeiros, até às decorações que estão na mesinha de apoio. Se não fizer, é possível que dentro de pouco tempo todos eles fiquem feitos em pedaços, e atenção – ao partir-se, o bebê poderia ferir-se. O ideal éque a família inteira atue antecipadamente, já que a maioria dos acidentes em casa são totalmenteprevisíveis. Fazendo um percurso pela casa, é possível identificar os lugares e objetos aos quais é necessário dedicar uma especial atenção.
A cozinha é o local onde, além de preparar as refeições, também se guardam os instrumentos cortantes (facas, robots de cozinha, etc.). Todos estes objetos devem colocar-se em armários altos ou em armários que possam fechar-se, para impedir que o bebê possa abri-los pelos seus próprios meios. Quando estiver cozinhando, convêm queacenda os bicos da parte de trás do fogão. Isto evitará que – mesmo que se ponha em pontas dos pés – a criança ponha um dedinho no lume ou agarre em alguma panela ou frigideira, cujo conteúdo poderia cair-lhe em cima e provocar-lhe sérias queimaduras. Quanto ao forno, embora existam fechos especiais que impedem a sua abertura, o ideal é que quando estiver ligado, o bebê esteja fora da cozinha, já que o simples contato com a porta ou as paredes do forno pode provocar-lhe queimaduras.
A sala de jantar o maior perigo são as mesas de vidro ou de mármore que se apoiam sobre dois pilares: os bebês podem pendurar-se no tampo, que pode cair-lhes em cima e provocar-lhes sérios traumatismos no crânio ou no tórax. Se tiverem cantos ou arestas, as mesinhas de apoio também são perigosas, uma vez que o bebê pode ferir-se secair sobre elas ou se embater de frente. Para prevenir acidentes, existem proteções de borracha ou silicone que se colocam nos cantos dos móveis, e, em caso de golpe, evitam que o bebê se magoe. Nunca permita que o bebê suba para os sofás ou outros móveis. Lembre-se que quanto mais alto for o lugar, maior será o tombo e portanto maiores serão as consequências. Coloque num lugar elevado todos os objetos decorativos que existem na sala de jantar. É melhor prevenir do que lamentar.
O quarto um dos perigos é a cama. Quando o bebê é muito pequeno, pode rolar e cair ao chão. Quando é um pouco maior, a cama converte-se num trampolim encantador. Por isso, não permita que as crianças saltem em cima da cama. Se em cima da cômoda costuma colocar perfumes e cremes, chegou o momento de guardá-los em outro local, pois opequeno poderia ingeri-los.
O banheiro é um dos locais prediletos dos bebês: o vaso sanitário parece possuir um atrativo mais que especial, quer seja para ''lavar as mãos'', ou para atirar brinquedos pequenos, com o consequente problema doméstico que isto implica. A tampa do vaso sanitário deve estar sempre fechada (existe um fecho que não permite abri--la). Mas cuidado:deixe a porta da casa de banho fechada, pois com atampa do vaso sanitário fechada converte-se num excelente banquinho para subir. Ao mesmo tempo, nunca guarde medicamentos nem produtos de beleza ao seu alcance, pois muitos deles são tóxicos, e não convêm deixá-los onde os encontrem.
Varandas, pátios e jardins Tanto a varanda como as janelas devem ter sempre proteção metálica ou de rede. Se gosta de jardinagem e tem em sua casa plantas variadas, confirme com um especialista se alguma delas é venenosa. Se for assim, retire-a. O estado dos vasos deve ser verificado, já que muitos, especialmente os de barro, desenvolvem fungos que poderão ser nocivos para obebê. Se a casa tem piscina, deve estar cercadapor uma rede com um metro de altura. Uma queda acidental poderia ser fatal. As cancelas que se utilizam para fechar escadas são ideais para limitar o acesso a pátios, jardins, e lugares que poderão ser perigosos para o seu filho. São em plástico e têm uma altura aproximada de um metro, e adaptam-se à largura de todas as aberturas.
* Produtos Químicos, um perigo Um capítulo à parte merecem os medicamentos e produtos de limpeza, que no caso de serem ingeridos pelo bebê poderiam causar-lhe uma grave intoxicação, às vezes irreversível. Se costuma guardar os artigos de limpeza num armário de chão ou na parte debaixo da lava-louça, não demore em mudá-los de local. E o mesmo é válido para os medicamentos ou artigos de beleza que estão guardados no armário do banheiro ou num lugar de fácil acesso para o seu filho. O ideal é colocar tudo fora do alcance do pequeno, em armários altos e com chave (lembre-se de não deixar a chave na fechadura, para que o pequeno não possa abrir o armário). Certamente, depois de ler estas recomendações, não vai pensar que deve retirar o bebê de sua casa. Simplesmente deverá tomar os cuidados necessários para que a casa se converta num lugar seguro onde o seu filho brinque e desfrute.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

NÃO DIGA NÃO

Pergunta difícil: o que é neurociência?


Neurociência é todo o tipo de investigação sobre o sistema nervoso. Como ele se desenvolve, como ele funciona como ele é parecido e diferente entre indivíduos e espécies. E até como ele deixa de funcionar. A neurociência nos revela como o cérebro produz o nosso comportamento. Por que nos emocionamos? Por que precisamos dormir? Como as crianças se desenvolvem? Como tomamos decisões? Enfim, o que somos e o que somos.


O que faz um neurocientista?

A neurociência explica. “Não toque", "Não mexa", "Não suba", "Não rabisque aí". Crianças, em geral, têm dificuldade de obedecer a ordens que começam por não. Sabe por quê? A resposta está no córtex pré-frontal, a parte da frente do cérebro, bem atrás da testa. Entre muitas outras coisas, ela é responsável por impedir que a gente responda a estímulos de forma automática, sem pensar. O problema é que essa parte do cérebro só amadurece na adolescência. E enquanto ela não está madura, a criança responde ao que vê e ouve, fazendo o que dá na telha. Às vezes até cérebros adultos têm dificuldade de obedecer a um não. Quer ver? Não pense em um elefante cor-de-rosa! Conseguiu? Aposto que não. A imagem de um elefante cor-de-rosa é ativada automaticamente no seu cérebro quando você ouve essas palavras. A dificuldade da criança é parecida. Quando escuta "não toque", o cérebro infantil se vê diante de um dilema. Palavras como correr, pular, tocar, ativam automaticamente essas ações e o cérebro se prepara para executá-las. Porém, se a ordem vem com um não na frente, o córtex pré-frontal entende que a ação deve ser bloqueada. Mas como "isto aqui" ainda não está maduro, o cérebro infantil tem dificuldade para bloquear a ação. Portanto, cuidado! Dizer "não pule" a uma criança em cima de um muro pode ser um perigo, um convite ao pulo.

O que fazer?

Em vez de "não pula", diga "fica parada", o cérebro da criança não vai ter nenhum dilema para resolver e terá uma chance bem maior de obedecer - e não pular. Você que é adulto pode controlar seu ímpeto de dizer não. A dica da neurociência, portanto, é simples: dê ordens positivas e ajude o cérebro da criança a obedecer.

sábado, 8 de novembro de 2008

25 DICAS PARA O SEU FILHO COMER BEM


Em geral, o bebê aceita bem as papinhas, doces e salgadas. Mas, depois de um ano, tem o paladar mais desenvolvido (e seletivo). É um momento delicado e, dependendo de muitos fatores, entre eles, o grau de expectativa de vocês, será uma criança que vai se alimentar sem problemas. Ou usará a comida, mesmo sem perceber com clareza, como forma de chamar a atenção e ter suas vontades prontamente atendidas.


Antes de tudo, um prazer

Esqueça o sentimento de fracasso se o seu filho não é propriamente um glutão. Até porque o apetite e a saciedade variam de pessoa para pessoa. Aí, um dos perigos. Dependendo da personalidade, algumas crianças podem comer além de suas necessidades, para satisfazer a mãe, tornando-se candidatas fortes à obesidade. Outras, mesmocom fome, vão recusar o alimento, só para contestar a ordem recebida.Comer muito não é comer bem. Um cardápio equilibrado e bem orientado pelo pediatra é que tornará seu filho forte e sadio. Importante variar a oferta, apresentar sempre alguma novidade, até para não cansar. Claro que o sabor também faz a diferença. Sal na medida certa, temperinhos naturais e um prato bem apresentado sóvão atrair a criança para a mesa.


Respeite os casos de doença.

Nessa fase, ninguém sente mesmo tanta fome. Ofereça muito líquido: sucos, vitaminas, sopinhas. Aí, sim, pode liberar o lanchinho fora da hora, os biscoitos a mais, um sorvetinho extra; deixe que ele coma o que tiver vontade. Logo, logo, vai melhorar e voltar ao ritmo normal.


Para dar água na boca


1) Sirva as refeições sempre no mesmo horário. Com isso, o organismo se habitua e passa a ter um ritmo diário.

2) Não insista se, por algum motivo, determinadas vezes, ele não quiser comer na hora estabelecida. Pouco depois, certamente, a fome virá.

3) Cozinhe os alimentos até que fiquem bem macios. É mais fácil para mastigar.

4) Não encha muito o prato. Sirva pequenas porções para que ele possa repetir, se quiser.

5) Mais do que o adulto, a criança come com os olhos. Torne o prato mais atraente e ela se sentirá mais motivada. Experimente desenhar uma carinha no prato: o rosto pode ser de arroz, os olhos, de feijão, o nariz, de cenoura, e a boca, de tomate. Para fazer o cabelo, coloque um pouco de alface cortadinha.

6) Em geral, eles recusam as folhas. Que tal usar cortadores de doces e biscoitos (aqueles em forma de estrela, lua, círculo, balãozinho) na hora de servi-las?

7) Também costuma funcionar: cortar as folhas e fazer um molho gostoso. A criança pega, uma a uma e passa no molho.

8) Tire proveito das cores dos alimentos. Que tal desenhar um arco-íris, com o tomate, a cenoura, vagem, batata, etc?

9) Na hora do lanche, varie o tipo de pão e prepare sanduíches cortados em forma de coração, estrela, o que você quiser. Use a criatividade.

10) Além do alimento, o próprio prato pode ter um design diferente: em forma de bichinho, fruta, barquinho. Em vez de comprar um todo liso, escolha modelos com estampas também ligadas ao universo infantil.

11) Prepare uma refeição em que todos os elementos sejam redondos, ou compridos, ou quadrados. Por exemplo, combine almôndegas com anéis de macarrão e ervilhas.

12) Com as frutas, é bem mais fácil. Tanta variedade de cores dá para fazer uma salada colorida e muito atrativa. Se quiser, cubra com uma bola de sorvete.

13) Outra alternativa: corte-as em pedacinhos e coloque em uma taça. Encha uma outra com iogurte e peça a seu filho que mergulhe as frutinhas no molho.

14) Difícil comer brócolis ou couve-flor, mesmo chamando de florzinha? Não perca tempo. Derreta um queijinho sobre eles. O sabor é outro. E a aparência também.

15) O leite é rico em cálcio, mas nem toda criança gosta. Se for o caso, misture leite em pó quando fizer ovos mexidos, sopas, ou sirva-o em frutas amassadas, como a banana.

16) Queijo quente faz sucesso, sempre. Aproveite para acrescentar um pouco de espinafre refogado bem picadinho no sanduíche. Quem sabe, ele gosta?

17) Pizza, quem resiste? Sobre a massa, salpique vegetais de cores diferentes, em tiras, e cubra com bastante mozarela.

18) Ao preparar purês de vegetais ou legumes, adicione manteiga e queijo ralado à receita. Dá um sabor a mais.

19) Quando oferecer sorvete, enfeite com pedacinhos de frutas. Pode, também, fazer um sundae, misturando iogurte batido com pedaços de frutas de cores variadas e cubos de gelatina durinha.

20) Incentive seu filho a conhecer alimentos diferentes. A melhor tática é servi-los junto com um dos pratos preferidos deles.

21) Fazer o cardápio junto com a criança pode ser uma forma de despertar o seu gosto pela comida. Peguem várias revistas com fotos e desenhos de alimentos, recortem e colem em folhas separadas, uma para cada dia da semana. Fica parecendo um menu de restaurante, mais bonito ainda.

22) Outra idéia: convide-a para ajudar você no preparo das refeições. Sempre haverá alguma coisa que ela possa fazer, além de funcionar como inventivo para despertar o interesse pela comida.

23) Seu filho almoça sempre na sala? Dê uma variada. Leve sua cadeirinha para a varanda, a copa, a área. Mude o ambiente, de vez em quando. Também vale improvisar, por exemplo, promovendo um piquenique dentro de casa, com direito a toalha xadrez, cestinha e todo mundo sentado no chão.

24) Você não precisa fazer teatro. Mas algumas brincadeiras funcionam muito bem. Por exemplo, ao dar a comida, comente coisas do tipo: “Esta é a vitamina preferida do Mickey”, “Não vê como o Popeye fica forte depois que come espinafre?” “A Pequena Sereia adora essa sopinha!” Uma outra idéia é distribuir os alimentos em potinhos numerados. Paracomer o número dois, antes tem que comer o umeassim por diante.

25) Bebês adoram comer com as mãos. Mas, sempre que possível, dê a ela uma colher, mesmo que faça bagunça. Dessa forma, ela já vai desenvolvendo a coordenação motora.
BOM APETITE!!!

HIPERTENSÃO NA GRAVIDEZ


A DHEG (doença hipertensiva específica da gravidez) pode ser definida como uma manifestação clínica e laboratorial resultante do aumento dos níveis pressóricos em uma gestante, previamente normotensa, a partir da 20a semana de gestação. A incidência da DHEG é em média 5 a 10%, com taxas de mortalidade materna e fetal em torno de 20%. Outras formas de hipertensão arterial podem também estar presentes na gestação (hipertensão crônica e hipertensão transitória).
A DHEG compreende a pré-eclâmpsia e eclâmpsia.
Pré-eclâmpsia: é o desenvolvimento da tríade proteinúria (principalmente albumina), hipertensão ou edema (não fisiológico da gravidez) entre a 20a semana de gestação e o final da 1a semana pós-parto.
Eclâmpsia: é a pré-eclâmpsia associada à convulsão (crises) e/ou coma, sem causa aparente.
Sintomas/Sinais e Diagnóstico
O mais importante em termos práticos é a diferenciação entre a hipertensão que ocorre antes da 20a semana de gestação ou que a antecede, e a que ocorre pela primeira vez a partir da 20a semana. . hipertensão crônica e gravidez: gestação que ocorre em pacientes com hipertensão preexistente antes da 20ª semana. DHEG após a 20ª semana de gravidez.. hipertensão arterial transitória: hipertensão que ocorre pela 1a vez na gestação ou nas primeiras 24 horas após o parto, sem a presença dos sinais que definem a pré-eclâmpsia ou a hipertensão crônica. Obs.: hipertensão: PAD (pressão arterial diastólica) ³ 90 mmHg e PAS (pressão arterial sistólica) ³ 140 mmHg.
Tratamento
A pré-eclâmpsia e a hipertensão arterial transitória da gestação são formas curáveis de hipertensão, pois o parto normalmente elimina as causas da doença. Na hipertensão arterial crônica, a doença é geralmente progressiva com risco materno-fetal. A primeira droga de escolha no tratamento da DHEG e na hipertensão crônica da grávida é a alfa-metildopa que têm mostrado ser uma droga segura, sem efeitos colaterais para o concepto. Na profilaxia da eclâmpsia a droga utilizada na maioria das vezes é o sulfato de magnésio. Nas emergências hipertensivas, a escolha recai sobre o nitroprussiato de sódio.O acompanhamento materno-fetal deve ser freqüente e rigoroso.
Dicas: Em vários casos, mudanças no peso, dieta e estilo de vida podem ajudar a diminuir a pressão arterial, observe-se:
1- O hábito de fumar cigarros não é uma causa da hipertensão, mas as pessoas que têm hipertensão e fumam correm o maior risco de desenvolver complicações. Existe uma ligação entre o hábito de fumar e a doença das artérias coronárias. Tanto os cigarros como a pressão alta aumentam as chances deproblemas no coração e, por isso, deixar de fumar pode reduzir o risco.
2- Se a pessoa estiver acima do peso, deve reduzi-lo, manter-se firme na dieta até alcançar o peso apropriado para a sua idade, sexo e altura, e então tentar mantê-lo. Também aqui não existe uma evidência sólida de que a hipertensão seja controlada somente pela redução do peso. As pessoas com peso normal sãosujeitas à pressão alta. Além disso, pessoas com peso normal são menos propensas acontrair certas doenças graves associadas à hipertensão.
3- Evite adicionar sal à comida e diminua a ingestão de alimentos ricos em sódio.
4- Tente tornar a agenda de trabalho menos exigente e aprender a contornar as crises. Alguns estudos revelam que uma pessoa que está se apressando em busca do próximo objetivo, que fala mais do que ouve, e que olha constantemente para o relógio está mais sujeita à doença das artérias coronárias.
5- O álcool deve ser evitado. O consumo de bebidas alcoólicas pode aumentar a pressão sanguínea e interagir com os medicamentos para a pressão alta.6- Uma hipertensão bem leve as vezes pode ser tratada sem medicamentos, por meio de exercícios, redução de peso, diminuição da ingestão de sódio e técnicas de relaxamento. Porém, a pessoa deve consultar um médico.

MANUAL DA GESTANTE


A gravidez provoca grandes mudanças na vida da mulher. Seu corpo muda, seus sentimentos também. Felicidade, ansiedade e temores se misturam às dúvidas mais comuns sobre a gravidez. A primeira providência a ser tomada é iniciar o quanto antes o pré-natal. Seu obstetra realizará um exame físico completo e irá solicitar uma série de exames laboratoriais, dependendo de cada caso. Geralmente, os exames iniciais constam de:


- Hemograma completo, para determinar se há anemia;

- Tipagem sanguínea e fator Rh;

- Exame de urina, pois a mulher grávida está sujeita a infecções urinárias pela compressão do útero sobre a bexiga e pelas mudanças hormonais;

- Sorologias, de acordo com cada caso, como VDRL, anti-HIV, sorologia para toxoplasmose, rubéola e citomegalovírus, entre outras;

- Glicemia de jejum;- Ultra-sonografia no primeiro trimestre, para determinar com precisão a idade da gestação.
CONSULTAS DE PRÉ-NATAL

A gravidez é um período normal da vida da mulher, não devendo ser considerado como uma doença. Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados nessa fase da vida, para garantir uma gestação saudável para a mãe e para o bebê. O objetivo do pré-natal é detectar alterações relacionadas ou não àgravidez. Após a primeira consulta, realizada de preferência nos três primeiros meses da gravidez, as demais consultas são mensais até 36 semanas da gestação. A partir dessa época, as consultas podem ser a cada duas semanas ou mesmo semanais, de acordo com a necessidade de cada caso. A gravidez avança até 40 semanas, podendo chegar emalguns casos até 42, desde que haja um controle rigoroso semanal.É importante que a gestante cumpra as recomendações médicas e não se guie pelas crenças populares ou por conselhos de amigas ou parentes, pois a medicação que foi boa para uma paciente nem sempre pode ser usada para todas as pessoas. Essa é a função do seu obstetra; determinar o melhor acompanhamento pra você eseu bebê.

ALIMENTAÇÃO

A alimentação e o peso da mãe podem influenciar tanto a ela própria quanto ao bebê. O estado nutricional antes da gravidez é importante, uma vez que a freqüência de recém-nascidos com baixo peso é maior naquelas mães com baixo peso antes da gestação e com pouco aumento de peso durante a gravidez.Por outro lado, a obesidade predispõe a complicações durante a gravidez e o parto. Doenças como hipertensão e diabetes gestacional podem ser mais encontradas nessas pacientes. Ambos tipos de pacientes devem estabelecer junto ao seu médico o tipo de alimentação necessária, e não realizar regimes alimentares por conta própria.Não existe um valor pré-determinado de aumento de peso durante a gravidez. Geralmente considera-se para as gestantes com peso adequado ao engravidar que seu ganho ponderal seja entre 9 e 13Kg; para aquelas com baixo peso ao engravidar, os quilos que faltam para o peso normal mais o valor citado acima. Nas gestantes acima do peso, cada caso é avaliado em particular.A dieta ideal deve ser individualizada para cada gestante; entretanto, uma média de 2300 calorias/dia deve ser considerada como ideal. Os alimentos mais indicados para uma gestante são as proteínas, tanto de origem animal (carnes vermelhas, miúdos, ovos, peixes) quanto vegetal (feijão, grão de bico, lentilhas, ervilhas). Leite e derivados são importantes pelo seu alto conteúdo de cálcio, fósforo e vitamina D, além de sais minerais como zinco, ferro e magnésio. Frutas e verduras são essenciais pela grande quantidade de vitaminas, sais minerais e fibras. Podem ser consumidas tanto frescas quanto congeladas, entretanto o cozimento exagerado diminui o conteúdode vitamina C.Os farináceos fornecem os carboidratos necessários, e a gordura é encontrada no leite, queijo, carnes e ovos. As gorduras puras encontram-se no óleo, manteiga, margarina e maionese. Seu consumo deve ser moderado.Recomenda-se preferir os alimentos frescos aos enlatados ou frituras. Evitar gorduras em excesso, alimentos defumados, salgados ou apimentados. Os alimentos com grande conteúdo de fibras, como as verduras e frutas, favorecem o funcionamento do intestino e melhoram a obstipação, tão comum na grávida, pelas mudanças hormonais e pela compressão que oútero causa sobre o intestino. O consumo derefrigerantes deve ser diminuído.

EXERCÍCIOS

Caminhadas, natação, hidroginástica, desde que realizados com moderação, são atividades que permitem que a gestante se exercite com segurança. Entretanto, devemos recordar que as gestantes não têm a mesma reserva energética das não grávidas, podendo estar sujeitas ao cansaço físico de forma maisprecoce durante a atividade física.

SONOLÊNCIA

Nos três primeiros meses da gravidez a mulher tende a sentir-se cansada e com sonolência excessiva, devido às grandes mudanças hormonais. Assim, procure dormir pelo menos 8 horas por dia. Após o terceiro mês, a grávida começa a ter mais ânimo, até que o aumento de peso, as mudanças posturais e o aumento de volume abdominalprovoquem novamente a sensação de cansaço.
NÁUSEAS E VÔMITOS

As náuseas e os vômitos são bastante freqüentes na gestação, especialmente nos primeiros meses. São devidos aos próprios hormônios da gravidez. Uma forma de evitá-los é comer alimentos leves em pequenas quantidades e várias vezes ao dia. Em alguns casos os enjôos são tão intensos que podem causaruma perda de peso e desidratação. Nesses casos, seu médico irá orientá-la quanto ao tratamento maisadequado.

VARIZES E HEMORRÓIDAS

Varizes e hemorróidas também podem ser observadas durante a gestação. Estas podem surgir durante a gravidez ou piorarem, se já existiam antes. Para prevenir o aparecimento de varizes recomenda-se evitar o aumento exagerado de peso, praticar exercícios e não permanecer muitas horas de pé. As hemorróidas surgem pois o úteroaumentado de volume impede a circulação do sangue das pernas até ocoração, provocando a dilatação desses vasos sanguíneos. A obstipação também contribui para o aparecimento das hemorróidas, devendo ser evitada.

ESTRIAS

As estrias são causadas por uma distensão exagerada da pele. Uma vez instaladas, são de difícil tratamento, pois são cicatrizes que se formam na pele. A gestante tem grande facilidade para o surgimento no abdômen, quadris e seios. A hidratação da pele e o controle do aumento de peso ajudam na prevenção do problema.

FLUXO VAGINAL

Observa-se um aumento no fluxo vaginal durante a gravidez, também devido ao aumento dos hormônios. O colo uterino produz uma secreção aumentada de muco, que é responsável pela sensação de umidade vaginal. Mudanças na coloração desse muco, ou alterações como coceira vaginal ou odor fétido devem sercomunicadas ao seu médico, para que este providencie o tratamento correto.

COMUNIQUE SEU MÉDICO:

Durante a gravidez, uma série de mudanças vão ocorrer em você. Por esse motivo, e para tirar todas as suas dúvidas, não deixe de comparecer a todas suas consultas. Alem disso, comunique seu médico se ocorrer:- sangramento vaginal- dores abdominais- perda de líquido- diminuição dos movimentos fetais

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

CÓLICAS EM BEBÊS


CÓLICAS EM BEBÊS


A chamada cólica dos 3 meses, é dita quando um bebê saudável apresenta crises de choro, ficando tenso, vermelho, batendo as pemas. Geralmente ocorrendo no mesmo horário, ao anoitecer, podendo durar ate 3 horas. Após as primeiras crises de choro a mãe aprende aidentificar a cólica. Mudanças no padrão de choro ou presença de outros sintomas são motivos para consulta médica.Ainda não se sabe com certeza qual a causa exata das cólicas, o mais provável é que seja um tipo de comportamento do bebé, associado em alguns a imaturidade e sensibilidade do aparelho digestivo.


DÚVIDAS


1 - As cólicas fazem mal ao bebê?

– Não, os bebês que tem cólicas se desenvolvem normalmente.

2 - A mãe deve fazer dieta?

- Embora popularmente muito recomendadas a maioria dos bebês não tem melhora com as restrições alimentares impostas as mães, por outro lado dietas severas podem comprometer o estado nutricional da mãe e a produção de leite. Alguns alimentos podem piorar as cólicas, sob orientação médica a mãe pode evita-lospor uma ou duas semanas, havendo melhora do choro a restrição é mantida, caso contrarioamãe segue a dieta habitual.

3 - Quais seriam estes alimentos?

- Os mais implicados são o leite de vaca, café, chá mate, chocolate. Para substitui-los a mãe pode usar sucos a base de soja, café descafeínado, e chásdoces (camomila, erva doce, etc.) Alimentos ácidos ou que produzem gases poderiam também estar envolvidos.

4 - Existe medicamento para cólicas?

- Os analgésicos e anti-espasmodicos tem pouco ou nenhum efeito, e apresentam riscos de efeitos colaterais. Devem ser usados apenas com prescriçãomédica e nas doses recomendadas.

5 - Como atender o bebê durante as crises de choro?

- As crises de choro, muitas vezes intensas eprolongadas, são motivo de ansiedade e podem deixar a impressão que a criança não esta sendo bem atendida gerando insegurança a mãe. A ansiedade materna diminui sua capacidade de acalmar o bebê piorando a crise de choro.


A seguir enumeramos alguns procedimentos úteis a serem seguidos durante as crises de cólicas.

1) Atenda a criança em um ambiente calmo com pouca luz, cante, converse com o bebê, musica suave também pode ajudar. 2) Segure o bebê no colo de bruços, apoiado em uma toalha aquecida. Embale em uma cadeirade balanço ou ande. 3) Massageie o abdômen em sentido horário, use óleo ou creme para facilitar. 4) Fazer ginástica com as pernas, pedalar, comprimi-las suavemente de encontro ao abdómen. 5) Oferecer o seio se tiver decorrido mais de uma hora da ultima mamada. Se for mamadeira,duas horas após a ultima mamadeira. Faça arrotar. 6) Verificar se não está com calor ou frio, trocar fraldas, dar banho morno. 7) Com o tempo a mãe vai descobrindo a melhor maneira de acalmar o bebê.


LEMBRE-SE - mudanças no padrão de choro, presença de outros sintomas, tais como febre, recusa alimentar, vômitos, diarréia, tosse, etc, devem ser relatados ao Pediatra.
 
©2008 Marcia Amarante Por Bebezinho Saudavel